Hollywood

21-03-2022

Enquanto aluno da unidade curricular de Imagem, Som e Narrativa Audiovisual fui proposto a abordar, neste primeiro trabalho, um movimento artístico que tenha marcado a história do cinema. Como tal, tive em consideração as minhas referências e gostos pessoais no que diz respeito à escolha do movimento. Constatei então que Hollywood seria o tema mais pertinente dado que sempre fui um amante do cinema de Hollywood e tenho grandes estúdios, oriundos dessa cidade norte-americana, como principal referência.


Com a publicação deste post pretendo conhecer e dar a conhecer o que de melhor Hollywood nos trouxe. Os principais estúdios, os realizadores de renome, os filmes campeões de bilheteiras e, com clareza, a história desta cidade.


Fotografias retiradas de wikipedia.org


Enquadramento histórico

O nome Hollywood remete-nos sempre para a ideia de várias produções cinematográficas provenientes dos Estados Unidos da America, especialmente as mais conhecidas e as que mais audiências atraem. Mas a verdade é que o nome da cidade já existia antes de Thomas Edison - criador de diversos equipamentos técnicos - começar a pensar sobre cinema.

Hollywood é o original nome de uma cidade que surgiu na segunda metade do século XIX. Situa-se no estado de Los Angeles e, nos primórdios da sua existência, havia apenas uma pequena cabana. Anos mais tarde os terrenos circundantes foram comprados com o intuito de investir na pecuária, no entanto, a tarefa não foi bem-sucedida. 

Entretanto, enquanto a cidade ia se edificando, Thomas Edison desenhava os mais diversos instrumentos e máquinas. O criador já era conhecido pelas incontáveis patentes que possuía em seu nome nos Estados Unidos da América, contudo, foi com a ideia de recolher imagens com movimento que criou mais e mais instrumentos. O fonógrafo - aparelho que reproduzia som - e a lâmpada incandescente - ainda utilizada atualmente - foram algumas das suas criações. Porém, a mais notória foi o cinetógrafo, o primeiro aparelho capaz de captar várias imagens em sequência aparentando ter movimento quando estas eram projetadas a grande velocidade. Mas Thomas Edison não era só marcado pela sua grande inteligência como também pela sua ambição e ganancia.

Quando o universo cinematográfico começou a ter alguma importância, Edison juntou-se a mais algumas Estrelas formando assim a MPPC - Motion Pictures Patents Company - que, traduzindo para português, significa Companhia das Patentes de Imagens em Movimento. Esta companhia lucrava com a produção de filmes e também com as taxas de patentes que outros autores eram obrigados a pagar, isto é, todos os filmes que fossem gravados por elementos não pertencentes à MPPC tinham de pagar os direitos autorais da camara, do projetor, da fita e de muitos outros equipamentos. A maioria do dinheiro lucrado com os direitos autorais revertiam diretamente para Thomas Edison, fazendo dele o líder do monopólio cinematográfico.

Mesmo sabendo da existência destas taxas e da obrigação de as pagar, ainda havia autores com o pulso firme, resistindo ao seu pagamento. Todavia, na maioria das situações, esses autores da "força resistente" eram levados a tribunal sendo forçados a pagar todos os direitos autorais.

Fartos de terem de pagar as indevidas taxas, muitos autores mudaram-se para o estado da Califórnia, EUA, onde o tribunal não tinha interesse em julgas estes casos. Neste estado, escolheram Hollywood pelo baixo preço que os terrenos custavam e pela facilidade que viriam a ter ao construir lá grandes estúdios.

Então, com as facilitadoras condições que Hollywood tinha, surgiram os principais estúdios que ainda gravam e produzem os títulos mais recentes.



"...perseguiam todos aqueles que tentavam escapar ao seu [Thomas Edison] controlo"; "No início do século XX, os produtores independentes procuraram na Califórnia o local ideal para poderem realizar em total liberdade os seus filmes."

Pêra, Edgar (2013): Hollywood: Estórias de glamour e miséria no império do cinema. Lisboa: A Esfera dos Livros, 37.



Fotografia retirada de wikipedia.org 


Estúdios

Existem inúmeras produtoras norte-americanas que atualmente produzem dos mais conhecidos títulos - Dune (2021, Warner Bros), Silent Place (2020, Paramount). O que podemos não saber é que a maioria destas produtoras surgiu juntamente com o nascimento de Hollywood.

No início do século XX, existiam apenas oito grandes estúdios, sendo eles: MGM (Metro-Goldwyn-Mayer), Paramount, Warner Bros, RKO, Fox, Universal, Columbia e United Artists. Contudo, apesar de terem surgido praticamente nas mesmas condições e por volta da mesma data, cada estúdio tinha uma identidade própria e um público alvo distinto.

 

A MGM, representada pelo rugido do leão que introduz todos os filmes desta empresa, produzia essencialmente filmes românticos. Cada título que era projetado nas salas de cinema tinha um cariz sensual e pomposo. As protagonistas dos filmes eram, por norma, mulheres bonitas e que continham um brilho próprio, inconfundível por parte do espectador. Aliás, todo o elenco que cada filme contava correspondia a um brilho exclusivo de beleza inalcançável. 


Os filmes dos Warner Bros eram marcados precisamente pelo oposto. Os irmãos Warner abordavam essencialmente temas atuais que captassem a atenção de um espectador urbano, ou alguém que sonhava vir a viver na agitação das cidades num futuro próximo. Para esta companhia o que interessava não eram os atores luxuosos ou a equipa de renome, mas sim as histórias contadas. O objetivo principal era fugir ao romance e ao típico glamour do cinema de Hollywood.

Opostamente a estas duas produtoras, a Universal Pictures e a Paramount lutavam por atrair ou um público de classe económica baixa ou uma audiência letrada e financeiramente estável.


A Universal prestava um bom filme aos cidadãos do campo que, muito provavelmente, viviam da agricultura. Os filmes desta produtora eram cuidadosamente pensados para satisfazer os ideais conservadores do seu público, tendo cuidado em utilizar uma linguagem percetível, capaz de ser entendida por um público menos letrado, ou então mesmo, analfabeto. Esta produtora ficou inerentemente conhecida pelos melhores filmes de terror da época.


Por fim, a Paramount produzia para um publico erudito e com uma escolaridade superior ao normal. Este público era sofisticado e vivia numa situação financeira bastante estável. Os filmes remetiam o espectador para um mundo de brilho e sexo cujo objetivo era influenciar o público a agir conforme o representado.


Fotografias retiradas de: zap.aeiou.pt; noticiasetecnologia.com; olhardigital.com.br; facebook.com.


Realizadores

Em Hollywood, a história do cinema foi escrita por inúmeros realizadores que dedicaram a sua vida à sétima arte. Deste vasto quadro de realizadores o destaque está naqueles que, sem medo, deixaram a sua marca e o seu nome para trás. Stanley Kubrick, Steven Spielberg, Tim Burton e Quentin Tarantino são apenas alguns dos nomes.

Tim Burton (1958) nasceu precisamente no estado da Califórnia, numa cidade do condado de Los Angeles, bastante perto de Hollywood. O seu nome de nascimento é Timothy, mas desde cedo que adotou a alcunha de Tim como nome artístico. Aos treze anos de idade, no início da década de 70, realizou uma Stopmotion à qual deu o título de "A Ilha do Dr. Agnor".

Desde pequeno que tinha um especial gosto pela pintura, pelo desenho e pela sétima. Foi então que ao seu décimo sexto ano de vida que recebeu uma bolsa de estudos da Disney a fim de estudar animação no Instituto das Artes da Califórnia. Após o termino do curso foi contratado pela Walt Disney enquanto aprendiz, mas, infelizmente, o seu emprego na empresa chegou rapidamente ao seu fim. Segundo o diretor da produtora, os seus filmes eram demasiado sombrios e escuros, sendo esse o motivo para a demissão.

"A Noiva Cadáver", "Alice no país das Maravilhas" e "O Estranho Mundo de Jack" são apenas alguns dos grandes títulos dirigidos por Tim Burton. Mas o verdadeiro filme que lhe impulsionou a carreira foi o "Beetlejuice" (Os Fantasmas Divertem-se) que foi premiado com um Óscar de melhor maquilhagem e cabelo.

Juntamente com outros prémios, Tim Burton foi apontado como um dos melhores realizadores que já passou por Hollywood e o que, até ao momento, apresenta das melhores animações lançadas.


Stanley Kubrick (1928-1999)foi outro diretor que cedo começou o seu percurso no mundo do cinema. Também durante a sua adolescência, aos dezassete anos de idade, trabalhou numa revista norte-americana na qualidade de fotojornalista. Era um trabalho que o remetia para os seus gostos de infância. Tal como o pai, que era médico, era apaixonado pela fotografia, por xadrez entre muitos outros hobbies.

O seu primeiro trabalho profissional veio a ser lançado alguns anos mais tarde. Em 1951, realizou um documentário de apenas doze minutos onde acompanhou a vida de Walter Cartier, desportista de boxe. Este breve documentário veio a ser publicado pela produtora RKO com o título de "Day of The Fight" (Dia de Luta).

A sua carreira cinematográfica ficou marcada por filmes mundialmente conhecidos sendo eles: "O Iluminado" 1980, "Spartacus" 1960, "Uma Odisseia no Espaço" 1968, entre outros. Ao dirigir estes filmes pode interagir com os mais diversos atores, dos quais muitos deles já tinham vários anos de experiência.

Stanley Kubrick foi sem dúvida um dos realizadores que marcou notoriamente a época dourada do cinema de Hollywood.


Steven Spielberg (1946) é um dos nomes mais conhecidos não só entre realizadores como também entre Estrelas relacionadas com o cinema. O seu talento enquanto realizador é inconfundível. Em casa, ainda durante a sua infância, filmava dos mais diversos filmes onde as protagonistas eram as suas três irmãs. Aos treze anos de idade venceu um concurso de curtas-metragens onde apresentou um filme de quarenta minutos sobre a guerra. Anos mais tarde, aos dezasseis de idade, realizou o seu primeiro filme intitulado de "Amblin" que veio a ser premiado no grandioso Festival Internacional de Cinema de Veneza.

O realizador norte-americano não acabou o seu percurso por aí. Mesmo tendo lhe sido recusada a entrada no curso de cinema na Universidade da Califórina, o realizador não estagnou o seu percurso. Aos vinte e cinco anos de idade (1971) começou a trabalhar em Hollywood e foi aí que realizou títulos campeões de bilheteira.

O seu currículo conta com filmes como "Jurassic Park" (1993), "Schindler's List" (1993) e "Indiana Jones: Raiders of the Lost Ark" (1981). Para além destes galardoados filmes, foi premiado com um Óscares de melhor diretor e um Óscar de melhor filme. 


Claramente que Quentin Tarantino (1963), pai do incomparável filme "Pulp Fiction", não passaria ao lado na lista dos maiores realizadores de Hollywood. A vida deste autor foi marcada pela sua paixão pelo cinema, pelas suas aulas de teatro na adolescência e pelo seu trabalho de passagem pela empresa Video Archives. Na verdade, qualquer facto na sua vida já indiciava, de forma direta ou indireta, o grande nome que iria representar no cinema.

Para além de realizador, é também roteirista, posto que uma das suas obras foi vendida a uma empresa que mais tarde a produziu e obteve grande sucesso com a estreia da mesma. Hoje em dia, Tarantino é um dos realizadores mais relevantes que já passaram por Hollywood.


Martin Scorsese (1942), nasceu no ano de 1942 nos Estados Unidos da América, e tem uma larga prateleira de filmes realizados. - "The Wolf of Wall Street" (2013), "Taxi Driver" (1976), "Goodfellas" (1990) e "The Irishman"(2019) não são apenas títulos conhecidos por todo o globo, como também títulos campeões de bilheteira e de notórios prémios.

Mas, como é claro, tudo teve um começo e esse começo para Scorsese aconteceu precisamente quando ele tinha vinte anos de idade. Foi nessa altura que, ao produzir uma comédia em formato de curta-metragem, recebeu uma bolsa universitária para estudar cinema na Universidade de Nova Iorque.

Quando completou os estudos começou a gravar longas metragens, mas as primeiras não tiveram sucesso imediato. Só no ano de 1976, ao lançar o filme Taxi Driver, é que recebeu o prémio Palma de Ouro do Festival de Cannes e o devido lugar na lista de melhores realizadores de Hollywood.

Atualmente é dos atores mais premiados e mais conhecidos do cinema norte-americano juntamente com os seus filmes.


James Cameron (1954) é o último realizador que vou abordar neste trabalho. Este realizador dirigiu filmes que, apesar da já terem sido lançados há mais de uma década, ainda fazem parte das conversas de café dos apaixonados pela sétima arte. - "Avatar", lançado em 2009 e "Titanic", filme de 1997.

Nasceu no norte do continente americano, mas não nos Estados Unidos da América. Foi no Canadá que deu os primeiros passos, mas, devido a uma reviravolta familiar, mudou-se para o estado da Califórnia, estado esse que já na altura era marcado pelas grandes produções cinematográficas.

Estudou filosofia, mas manteve-se sempre fiel à sétima arte. Abandonou o curso a meio e começou a escrever roteiros com fim de um dia poder vir a realiza-los.

O seu primeiro projeto foi uma curta-metragem de ficção científica que lhe abriu portas para o mercado de trabalho. Anos mais tarde já dirigia e lançava filmes de alto calibre que vieram a ser um sucesso nas salas de cinema.


Mesmo que esta lista nos apresente apenas seis realizadores de Hollywood, são muitos mais os realizadores que passaram pelos estúdios de Hollywood. Grandes filmes como O Feiticeiro de OZ, A Origem e Casablanca têm igualmente realizadores de renome, portanto, falemos agora um pouco destas suas obras.


Fotografias retiradas de:  wikipedia.org; adorocinema.com; imdb.com.


Filmes

Apesar de nem todos os filmes valeram o dinheiro que neles foi investido, o cinema de Hollywood publicou inúmeros títulos como "O Feiticeiro de OZ", "Pulp Fiction", "Casablanca" e "Back to the Future". Tal como estes filmes, ao longo do tempo vieram a ser acrescentados mais e mais títulos à grande lista de filmes produzidos na cidade do cinema.

Por esse motivo, assistimos à necessidade de os agrupar em breves listas que os subcategorizam. Posto isto, a lista de filmes que se segue tem como base a minha pesquisa e analise das diversas listas da subcategoria de melhores filmes de Hollywood.


(Título original - Titulo em Português (quando aplicável) - Realizador - Ano de estreia)

The Wizard of OZ - O Feiticeiro de OZ- Victor Fleming - 1939. Este primeiro título é bastante conhecido por uma grande parte da população. Trata-se de um filme de aventura, de fantasia e familiar, que pode ser visto quer por crianças quer por adultos.

A sinopse deste filme relata-nos a história de Dorothy que, juntamente com o seu animal de estimação, levantou voo num ciclone e foi parar à terra de OZ. Lá conhece novas personagens que, da mesma maneira que ela precisa de ajuda para voltar a casa, precisam de ajudam para realizar algum desejo.

O filme foi produzido pela Warner Bros e conseguiu alcançar um público além do esperado. Chegou a ser nomeado para 14 cerimónias distintas, no ano de 1940, sendo as mais importantes o Festival de Cannes e a Academy Awards, onde obteve uma palma de ouro e dois óscares, respetivamente.

Atualmente, o filme ainda é bastante conhecido contando já com cerca de 83 anos de história.


Casablanca - Michael Curtiz - 1942. Caso o filme tivesse sido lançado durante a última década, hoje descrevê-lo-íamos como um romance histórico, mas como foi lançado durante a segunda guerra mundial descrevemo-lo apenas como romance.

Casablanca conta-nos como, numa tentativa de fugir aos nazis, um triangulo amoroso veio a cumprir o seu destino: Marido, mulher e antiga paixão vêm-se agora a viver juntos na cidade com o mesmo nome do filme, Casablanca.

Os Academy Awards atribuíram a este filme um total de três prémios, sendo eles: Óscar de Melhor Filme; Óscar de Melhor Diretor; e Óscar de Melhor Roteiro Adaptado.


Pulp Fiction - Quentin Tarantino - 1994. Trata-se de um dos mais conhecidos filmes de Hollywood, contando já com aproximadamente 28 anos desde o seu lançamento. A produtora Miramax gravou, editou e projetou pela primeira vez durante a década de 90 o que nos remete para os ideais americanos daquela época. A inigualável capa é um exemplo claro desse costume, traz-nos uma mistura de banda desenhada com cores chamativas - vermelho e amarelo.

Como se trata de um drama criminal, o filme gira muito à volta de um par de homicidas que trabalham a troco de dinheiro. A história vai se desenvolvendo à medida que mais personagens entram em cena, despertando a adrenalina na audiência.

A nível de premiação, podemos constatar que se trata de um dos filmes com maior número de prémios e de nomeações da sua época. Recebeu um total de 70 prémios e foi nomeado para receber outros 75, sendo que um dos prémios ganho é um Óscar de Melhor Roteiro Original.


Back to the Future - Regresso ao Futuro - Robert Zemeckis - 1985. Este filme, produzido por Steven Spielberg na Universal Studios, foi um filme tão bem aclamado pela crítica que deu origem a uma trilogia. Regresso ao futuro conta com um óscar de melhor edição de som, prémio que se junta aos restantes 21 recebidos e às 25 nomeações.

O filme, tal como o título já dá a entender, narra-nos a história de um cientista que finalmente descobre o segredo para viajar no tempo. Aqui, para testar a máquina, pede ao seu aprendiz para se encontrar com ele num certo local onde, pela primeira vez, o Homem iria visitar ora o passado ora o futuro. Todavia, os planos nem sempre correm como o esperado e é aqui que a vida de ambos foge do planeado

Nos dias de hoje, existem fãs que, apesar de terem nascido anos após o lançamento da saga, assistiram este filme e viram nele características inovadoras futuristas.


Inception - A Origem - Christopher Nolan - 2010. Lançado no início da década do décimo ano do século XXI, A Origem é o filme mais recente na lista dos 100 filmes mais marcantes de Hollywood apresentada pelo jornal online Exame.com.

Devido à sua atualidade é um filme que é transmitido pelo menos de seis em seis meses nos principais canais de cinema - Canal Hollywood, TvCines, etc. A história conta-nos como Cobb, personagem principal, consegue entrar na mente de diversos indivíduos e roubar-lhes os seus mais profundos segredos enquanto dormem. A verdadeira ação desta narrativa desenrola-se a partir do momento em que aceita a proposta de entrar da mente de um empresário japonês juntamente com mais três pessoas.

De todos os filmes que constam neste documento, este destaca-se como o que maior numero de prémios e nomeações obteve. Conta com 220 nomeações e 157 prémios recebidos, sendo alguns deles: Óscar de Melhor Fotografia; dois Óscares de Som; Óscar de Melhores Efeitos Visuais; e três BAFTA Film Awards.


Toy Story - Toy Story: Os Rivais - John Lasseter - 1995. Apesar de ser um filme de anição destinado maioritariamente para as crianças, Toy Story não deixa de ser um dos filmes melhor cotados a nível do ranking de Hollywood. Trata-se de uma coprodução entre a Disney e a Pixar que, tal como a trilogia de filmes do Regresso ao Futuro, teve tanto sucesso que mereceu um segundo, um terceiro e até mesmo um quarto filme.

A história deste filme é muito semelhante à dos restantes filmes de animação - curto, com ações e linguagem simples, chamativo e cheio de ação. Neste caso, o que difere mesmo é o facto de os brinquedos do Andy terem vida própria e, quando um novo brinquedo chega às mãos desta criança, a história muda por completo. Do sentimento de perda e desilusão, o que o filme nos transmite é essencialmente semelhante ao provérbio "A união faz a força".

Conta, tal como referido, com 4 filmes tendo o último sido lançado no passado ano de 2019. Este primeiro filme que consta na lista de melhores filmes de Hollywood foi premiado com um total de vinte e sete títulos e nomeado para outros vinte e três. Contudo, não foi só o primeiro a receber dezenas de prémios. O filme lançado no ano de 2019, Toy Story 4, contou com sessenta e sete nomeações e cinquenta e sete prémios atribuídos sendo um deles o Óscar de Melhor Filme de Animação.


The Matrix - Lana e Lilly Wachowski - 1999. Esta produção, original da companhia dos irmãos Warner, leva-nos a julgar o que realmente queremos. No mundo onde tanto boas emoções como verdadeiros pesadelos podem surgir a qualquer momento, questionamo-nos se seria ou não bom viver num mundo onde apenas acontecia aquilo que quiséssemos que acontecesse. De forma resumida, o filme conta-nos como um jovem se viu preso num mundo irreal, um mundo criado por um "computador do futuro" capaz de gerir os pensamentos e as ações de cada pessoa.

O filme tornou-se uma lenda do universo de Hollywood dado que pôs a audiência com uma questão em comum: «preferia viver no mundo real ou irreal?».

No curriculum deste filme é possível constatar a existência de grandes prémios como: Óscar de Melhor Edição de Vídeo; Melhor Som; Melhores Efeitos Visuais; e Melhores Efeitos Sonoros. Para além destes 4 conta ainda com mais 38 prémios e 51 nomeações.


Avatar - James Cameron - 2009. Vencedor de três óscares, nomeado para cento e trinta e um prémios e vencedor de oitenta e nove, Avatar é um dos filmes mais aclamados pela crítica.

Esta narrativa acontece numa lua extraterrestre chamada de Pandora. Neste astro, o ser-humano pretende descobrir a existência de metais preciosos, mas a tarefa fica dificultada com a existência de um povo guerreiro característico pela pele azul e alta estatura. Além disso, o ar dessa lua não é respirável pelo humano, o que os leva à criação de avatares, criaturas hibridas semelhantes aos nativos, cujos pensamentos são definidos pelo humano que o controla.

Brevemente irá estrear um segundo filme que já está a ser gravado. É uma produção entre a 20th Century Studios e a Lightstorm Entertainment.


Titanic - James Cameron - 1997. Este segundo filme de James Cameron que consta nesta lista é o último que irá ser detalhado. Titanic, nome do filme que coincide com o nome do barco onde a ação decorre, é um filme inspirados em factos reais. No ano de 1912, na sua viagem inaugural, este barco de enormes dimensões colidiu contra um iceberg enquanto viajava até ao porto de Nova Iorque. O filme, então inspirado neste facto, acrescenta-nos o romance proibido entre um pobre artista e uma rapariga oriunda de uma família rica. Durante a viagem estes jovens vivem um dos melhores momentos da sua vida até que o inevitável acontece.

Trata-se de um filme da Paramount Studios juntamente com a 20th Century Studios que conta com um elenco de renome contando com Leonardo DiCaprio como um dos protagonistas. A sua carta de premiações tem cento e vinte e cinco títulos atribuídos e outras oitenta e três nomeações. Os prémios de maior destaque são onze Academy Awards e oito BAFTA Awards.


Como é notório, aqui apenas foram descritos alguns dos filmes que, a meu ver, tiveram bastante destaque na história do cinema norte-americano. Vejo também que existem muitos outros títulos que são dignos de também serem referidos, são eles: "O Resgate do Soldado Ryan" (1998); "Dr. Strangelove" (1964); "Goodfellas" (1990); "A Lista de Schindler" (1993); "Mary Poppins" (1964); "Wall-E" (2008); "Os Caça-Fantasmas" (1984); e "O Rei Leão" (1994).


Fotografias retiradas de imdb.com


Estrelas

Hollywood não nos trás apenas filmes e realizadores. Por norma, quem dá cara ao filme - os atores - é quem fica, maioritariamente, com os créditos. Por esse motivo, a lista das três Estrelas que segue abaixo são, na minha ótica, as que mais impacto causaram a história de Hollywood. 


Charlie Chaplin (1899-1977),um grande ator que teve uma infância marcada pelo abandono paternal. O pai era um ator e desde início que o abandonou, quanto à mãe, esta sofria de alguns problemas mentais que não a deixavam cuidar de Charlie com a devida atenção.

Sempre foi apaixonado pelo trabalho da progenitora, vê-la a cantar despertou-lhe a essência do mundo do espetáculo e, aos doze anos de idade, juntou-se a uma companhia de comediantes.

Aos vinte e cinco anos de idade, em 1914, foi-lhe dada a oportunidade de atuar numa comédia americana. Aceitou essa oportunidade e foi nela que teve o devido empurrão para o mundo do espetáculo. Criou a personagem "Charlot - The Tramp" (Charlot - O Vagabundo) e interpretou-a pela primeira vez na curta metragem "Kid Auto Races at Venice" (Corridas de Automóveis para Meninos). Esta personagem tornou-se a mais conhecida do seu percurso.

 

Marilyn Monroe (1926-1962) é sem dúvida uma das mais icónicas lendas do cinema norte-americano. A sua infância, à semelhança da de Charlie Chaplin, foi marcada pela ausência da figura paternal. A sua mãe era solteira e sofria de algumas doenças psicológicas que a tornaram incapaz de cuidar da filha. Assim sendo, Marilyn foi criada em orfanatos e com alguns amigos da família. Com cerca de onze anos foi morar com uma amiga de família que a acolheu até aos seus dezasseis anos. Como o marido da sua amiga de família pretendia mudar-se para outro estado e Marilyn não os podia acompanhar, viu-se na necessidade de casar com um vizinho que era pouco mais velho do que ela. Após o casamento, começou a trabalhar em fábricas e foi aí que conheceu o fotógrafo que proporcionou o seu lançamento enquanto modelo.

Foi pouco depois de ter iniciado a carreira no mundo fotográfico que pintou o cabelo para aquele tom que todos nós recordamos como sendo um ícone - o loiro claro encaracolado na perfeição. Chegou a ser contratada para aparecer na capa de revistas masculinas e, aos vinte anos de idade começou a dedicar-se a tempo inteiro à carreira de atriz, divorciando-se do marido.

Assinou contrato com uma agencia de atores e com a produtora 20th Century Fox. Nesta produtora apenas gravou um filme onde interpretou uma personagem secundária. No ano a seguir ao lançamento do seu primeiro filme, Marilyn assinou um contrato com a Colúmbia Pictures. Na Columbia atuou numa vasta série de filmes de pouca importância, o que a levou, ao final de seis meses, a regressar à Fox. O seu primeiro grande papel foi conseguido em 1950 no filme "The Asphalt Jungle" (Quando a Cidade Dorme).

Após a estreia desse filme, a sua carreira teve um crescimento exponencial. A sua sensualidade e o seu talento de fazer o outro rir levou-a a participar em novas comédias românticas como "Os Homens Preferem as Loiras" (1953) e "Como Agarrar um Milionário" (1953).

Casou mais duas vezes sendo que a primeira foi com um famoso jogador de basebol reformado e a segunda com um escritor. Contudo, nenhum dos três casamentos deu frutos terminando todos com o divórcio.

Marilyn, durante o pico da sua carreira artística, percorreu o mundo e atuou em diversas cidades. Contudo, a hora do seu fim chegou quando foi acusada de ser amante do presidente John Kenedy. Esta acusação causou-lhe uma depressão que a levou ao suicídio por overdose. Um final à Hollywood.

O seu último filme foi lançado em 1961 com o título de "The Misfits" (Os Inadaptados).


Morgan Freeman (1937) tem um curriculum tão vasto na história do cinema como a própria história do cinema. Enquanto ator conta som o seu nome em 141 créditos, na qualidade de produtor com 21 e 13 agradecimentos especiais.

No cinema norte-americano trabalhou como ator, produtor, realizador, dobrador e narrador. Nasceu no ano de 1937, filho de uma professora e de um bombeiro. Durante a sua infância passou a maior parte do tempo com a sua avó e, ainda em tenra idade, subiu ao palco pela primeira vez. Formou-se na Broad Street High School no Mississippi e quando acabou o curso recusou uma bolsa que o permitia ingressar no ensino universitário.

Fez parte da Força Aérea Americana, onde trabalhou como mecânico durante, aproximadamente, quatro anos. Foi viver para Los Angeles para estudar no Pasadena Playhouse. No ano seguinte, 1960, mudou-se para Nova Iorque onde se juntou a um grupo de teatro musical que levou uma peça a vários teatros dos EUA. Em 1965, Morgan participou no seu primeiro filme - "Pawnbroker" - onde representou um pequeno papel.

Continuou na industria cinematográfica, passou pela televisão e voltou aos palcos de vários teatros. Foi representando pequenos papeis até que se tornou numa celebridade quando o filme "Street Smart" (Nova Iorque, Cidade Implacável) estreou em 1987. Foi com este filme que recebeu a nomeação dos Academy Awards para o prémio de melhor ator coadjuvante. A sua carreira teve então o impulso necessário para se tornar num artista de renome e assim foi. Continuou a progredir na carreira e hoje é um dos artistas mais premiados.

Segundo a plataforma digital IMDb, plataforma dedicada ao cinema mundial, Morgan Freeman irá entrar em mais oito filmes como ator sendo que sete ainda se encontram na fase de pré-produção e um com as filmagens já a decorrer. Estes oito filmes devem de estrear nas salas de cinema ao longo deste e do próximo ano de 2023.


Fotografias retiradas de imdb.com


Reflexão Pessoal

Como conclusão deste trabalho, proponho um momento de reflexão sobre o que nos trará o cinema de Hollywood num futuro próximo.

Tal como dei a conhecer na primeira parte deste trabalho, o cinema começou por ser um jogo de interesses entre homens. Só quando uma força decide mudar as regras e deixar de pagar patentes é que, a meu ver, se conheceu o cinema como uma arte. Claramente que as grandes produtoras continuaram a manter um duelo de audiências, mas tratava-se de um duelo saudável que permitia a inovação e criação de novos filmes.

Todavia, por outro lado, o cinema atual apenas é produzido e criado para dar lucro às grandes empresas. A riqueza cultural que o cinema tinha passou para uma riqueza material e monetária.

Vejo que já não se criam filmes por paixão como dantes, mas, em vez disso, criam-se filmes que vendem e conseguem chegar mais longe no mercado. As produtoras que marcam presença no meio digital - Netflix, Hbo, Disney - são essencialmente as mais nomeadas e talvez as mais premiadas nas grandes cerimónias por terem na sua posse o dinheiro suficiente para produzir tudo aquilo que lhes convém. Produções exageradas e com publicidade exorbita que, na verdade, não refletem o conteúdo do título. Vemos um bom grupo de atores e um realizador de renome, mas que tipo de filme é que realmente é? Aquele que esperamos uma coisa e sai-nos outra totalmente diferente.

Acontece isto nestas empresas, mas acredito que, infelizmente, a ganancia irá desconstruir o conceito de sétima arte, tornando o cinema num vulgar artigo de supermercado.

Amanhã, no próximo fim de semana, no próximo mês ou até no próximo ano perguntem-se se aquilo que estão a assistir é inédito ou tem padrões iguais aos de filmes de grande sucesso. Perguntem-se se a cerimónia de atribuição de Óscares - a mais conhecida mundialmente - tem títulos inovadores e futuristas na sua lista de nomeados ou se apenas são os filmes mais assistidos, independentemente da sua qualidade.

Tenho, por fim, a dizer que as respostas a estas perguntas não vão ser tão coloridas como as animações da Pixar.


Documento Académico


Bibliografia

Pêra, Edgar (2013): Hollywood: Estórias de glamour e miséria no império do cinema. Lisboa: A Esfera dos Livros.

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Abdo, Humberto (2017): "8 invenções de Thomas Edison que mudaram o mundo". Disponível em revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2017/02/8-invencoes-de-thomas-edison-que-mudaram-o-mundo.html .

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Frazão, Dilva (2020): "Marilyn Monroe". Disponível em www.ebiografia.com/marylin_monroe/ .

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Autoria de João Costa, publicado a 21 de março de 2022 em joao-costa2.webnode.pt

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